As Expedições

Expedições para Angola


Para África foram mobilizados 30.900 militares ao longo de cinco anos (1914-1918), integrados nas seis expedições enviadas da metrópole (duas para Angola e quatro para Moçambique).
Para Angola, entre 1914 e 1918, seguiram de Lisboa 387 oficiais e 12.043 sargentos e praças.

  • Angola Expedições - Expedição 1
  • A 1.ª Expedição

    A 1.ª Expedição embarcou em Lisboa a 11 de Setembro de 1914 e chegou a Angola no início de outubro com a missão de pacificar e ocupar a região do Cuanhama. Era comandada pelo tenente-coronel Alves Roçadas e era constituída por 1525 militares e 335 solípedes, mobilizados pelas seguintes unidades:

    • - 1 batalhão do Regimento de Infantaria n.º 14 (Viseu);
    • - 1 esquadrão do Regimento de Cavalaria n.º 9 (Porto);
    • - 1 bateria do Regimento de Artilharia de Montanha (Portalegre/Évora);
    • - 1 bateria do 1.º Grupo de Metralhadoras (Lisboa);
    • - grupo de Companhias de Saúde (Lisboa);
    • - grupo de Companhias de Administração Militar (Lisboa).

 

  • Expedicao 2
  • A 2.ª Expedição - Campanha de Pereira de Eça de pacificação do sul de Angola

    Em face da situação que se vivia no sul de Angola, foi decidido reforçar a 1.ª Expedição com mais forças enviadas da metrópole e que foram organizadas em 2 destacamentos. Um primeiro destacamento era constituído por:

    • - 1 batalhão do Regimento de Infantaria n.º 16 (Lisboa);
    • - 1 batalhão do Regimento de Infantaria n.º 17 (Elvas)1 ;
    • - 1 esquadrão de Cavalaria do Reg. Cav.alaria n.º 11 (Braga);
    • - 2 baterias de metralhadoras (uma da Guarda e outra do Porto);
    • - 2 baterias de Artilharia de montanha do Regimento de Artilharia de Montanha (Portalegre/Évora).

 

  • expedicao 2 pt2
  • Ainda em 1914 foi constituído outro destacamento de reforço à 1.ª Expedição, sendo este composto por:

    • - 1 batalhão do Regimento de Infantaria n.º 18 (Porto);
    • - 1 batalhão do Regimento de Infantaria n.º 19 (Chaves);
    • - 2 companhias de Infantaria do Regimento de Infantaria n.º 20 (Guimarães);
    • - 2 esquadrões de Cavalaria (um do Regimento de Cavalaria n.º 3, de Estremoz; outro do Regimento de Cavalaria n.º 4, de Lisboa);
    • - 5 baterias de metralhadoras (duas da Guarda, duas do Porto e uma de Bragança);
    • - 5 baterias de Artilharia de campanha;
    • - 1 destacamento de Serviço de Saúde (Lisboa).

 

A 2.ª Expedição enviada de Lisboa para Angola, constituída pelas forças dos dois destacamentos referidos anteriormente, formada por 2796 militares e 1708 solípedes, ficou completa no teatro de operações em março de 1915, comandada pelo general Pereira de Eça. Tinha como missão principal pacificar o sul de Angola, submetendo os indígenas revoltados além Cunene e ocupar o Cuanhama. Comparativamente com a 1.ª Expedição, esta em 1915 muito mais reforçada em Infantaria e a organização dos batalhões de Infantaria tinha sido aumentada em solípedes e viaturas.

logo

Comissão Coordenadora da Evocação do Centenário da Grande Guerra

 
 
Imagens: Arquivo Histórico Militar (fundo AHM-FE- CAVE-AG)
Fotos de equipamentos Núcleo Museológico das OGFE e do Museu Militar.
 
Textos: O CEP: Os Militares Sacrificados Pela Má Politica, Fronteira do Caos, 2016. A Nossa Artilharia na Grande Guerra (1914-1918), Caleidoscópio,2017.
 
Autores: Coordenação de Pedro Marquês de Sousa. Apoio na preparação de artigos militares OGFE e Fotos: Jorge Baltazar Pinto e André Fernandes.

Room Booking

Thanks for staying with us! Please fill out the form below and our staff will be in contact with your shortly.